Igreja com propósitos ou o propósito da igreja?

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Posted on 22nd janeiro 2012 by Roberto in Cartas |Estudo Bíblico

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Nîmes Eglise Ste. Perpétue et Ste. Felicite
Creative Commons License photo credit: Wolfgang Staudt

Pastor, Caio: bom dia, que Deus te abençoe muito!
Neste fim de semana eu fui muito abençoado ao ouvir um sermão seu.
Comprei uma fita cassete em uma livraria evangélica, com o tema: O Grande mandamento.
Era um sermão que você havia pregado acho que por volta de 1984, ou 85—era um culto na IP Betânia, quando vc era Pastor de lá.
Mesmo sendo um sermão “antigo” me foi novo e foi como se eu estivesse no culto da Betânia naquele dia.
O sermão, as orações e as músicas do Pr. Josué, muito me abençoaram. Deus te abençoe!
O meu grande dilema desde já é a seguinte questão:
Hoje o crescimento da igreja tem estado na pauta das discussões dos seminários, congressos e na boca e nos assuntos dos pastores, mas na maioria das vezes como “um fim em si mesmo”.
A maioria dos ministério que eu conheço e que são considerados bem-sucedidos, são aqueles que crescem mais.
Mas como lidar com essa questão, pois nem sempre a igreja quando a igreja cresce significa que ela está cumprindo os propósitos do Reino.
Mas o que dizer de uma igreja que passa décadas trabalhando e continua sem crescer?
Qual é o ideal para o trabalho?
Será que uma igreja que permanece durante anos sem crescimento, ou com um crescimento pequeno, será que pode ser considerada uma comunidade sadia?
Pois essa é a minha crise no ministério…
Sei que devemos buscar o crescimento no ministério, mas e quando ele não acontece?
Como entender ?
A onda na igreja evangélica hoje são os modelos de crescimento de igreja, como: Rede Ministerial, Igreja com Propósitos, Igreja em Células, entre outros…
E muitas igrejas que adotaram algum desses modelos, cresceram.
Na sua opinião, é o ideal que toda a igreja tenha uma declaração de visão, missão e propósitos?
Utilizar alguns elementos de administração na igreja é prejudicial ou benéfico?
Pois, Pastor Caio, existe essa tensão no ministério, e como seminarista tenho visto que existe crise nas vidas dos futuros ministros.
A grande maioria quer ter uma experiência em uma igreja grande, e quando não aparecem oportunidades de serviço, existe muita frustração entre os seminaristas.
È errado alguém que é de uma comunidade pequena conhecer a estrutura e trabalhar em uma comunidade grande e desejar isso?
E quem vem de uma comunidade grande, não é uma boa experiência conhecer o ministério de uma pequena igreja?
Gostaria de ouvi-lo a respeito.

Um abração

Ricardo

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Resposta:

Meu querido Ricardo,

Que bom que a Palavra é viva e eficaz.
O assunto da mensagem e dos métodos se entrelaçam.

Veja:

1. Daqui a cem anos, se meu português ainda for compreendido pelos brasileiros vivos, a Palavra estará realizando o mesmo efeito. Mas os métodos atuais estarão todos sepultados.
2. A Palavra permanece. Os métodos se desgastam.
3. A Palavra e o Método, em Cristo, devem ser uma coisa só: “Assim como Pai me enviou, assim também eu vos envio”. Encarnação da Palavra é o Meio.
4. Quando o método vira um fim-em-si-mesmo, é porque a Palavra já virou meio de vida, não a encarnação da vida, no meio das coisas.
5. Jesus andava e levava em Si a Palavra e o meio: Ele mesmo.
6. Os apóstolos não se preocupavam com métodos como métodos, mas apenas como meios circunstanciais e momentâneos. Paulo diz: “Fiz-me de tudo para com todos, a fim de salvar alguns”. E, para ele, o meio era a encarnação: aos judeus, como judeus; aos gregos, como grego…tudo, para com todos…mudava conforme a esquina, não conforme a década, ou a moda. Não é mole…é duro mesmo. Mas só é duro para quem não tem o molejo da Graça e da Vida. Para quem tem, é simples como respirar.
7. A fixação nos modelos e métodos apenas denuncia duas coisas: a falta de conteúdo (Palavra) e a cobiça de poder (Crescimento).
8. Nem tudo o que tá certo, dá certo. E nem tudo o que dá certo, tá certo. Se o critério fosse esse, teríamos que dizer: Viva o Islã!
9. A Igreja está no mundo para crescer também em número, mas não à qualquer preço, muitos menos como sacrifício da Palavra—que é o que sempre acontece! Tudo isto te darei se prostrado me adorares, não procede da boca de Deus. Também não vale transformar pedras em pães e nem pular do Pináculo do Templo.
10. Estou na “pista” há algumas décadas e, pessoalmente, já discuti esse assunto milhares de vezes. Há vários livros meus sobre o tema. Continuo pensando igual: quem tem a Palavra, lida com os meios como simples meios, mas não oferece pacotes e, muito menos, procura um pacote. A criação de pacotes, sacraliza os meios e corrompe a Palavra, que fica subordinada aos meios.
Assim, respondo:
1. O meio só tem hoje tanta importância para quem a Palavra virou um meio de vida.
2. A ênfase no crescimento é uma mentira que esconde a sede de Poder e de Aparecer. Se a questão é espalhar o Evangelho, por que, então não se vai por todo o mundo e se o prega a toda criatura? No Brasil—como na maior parte do mundo—, o crescimento da “igreja” é apenas um concurso de quem tem “um maior”. Coisa de menino. Quem quer ver a gloria de Jesus faz como Paulo em Romanos 16: “Não fui ainda aí, ó romanos, porque já tem muita gente aí…tenho me esforçado para não perder tempo…vou passar por aí indo para a Espanha”.
3. O que estamos assistindo não é novo, no meio evangélico se tornou apenas mais feio. Mas é tão velho quanto Roma e Constantino. É o mesmo espírito imperial de poder que continua a corromper a “igreja”, que mesmo sendo evangélica, continua católica de nascimento e alma: Constantino é constantemente o contínuo continuador da continuação do contínuo constantinianismo: o poder do poder, prevalecendo sobre o poder da Palavra.
4. Sem medo de errar: quem quiser ser do Evangelho, pregue a Palavra da Graça e deixe o Espírito dar a ela o tamanho que ela tem, e que não se pode medir com estatísticas, mas pela manifestação de graça e vida.
5. O exemplo brasileiro mais puro—não perfeito—do que digo, é a Congregação Cristã do Brasil. Ninguém sabe dela. Mas é maior que a maioria. Há métodos? Há marketings? Não! Há Palavra. Há honra ao Espírito. Há a certeza de que o corpo efetua o seu próprio crescimento, conforme Paulo.
6. O que assistimos hoje é uma “igreja” no CTI e que está feliz com a modernidade das máquinas e tubos que a mantêm artificialmente viva. Os atuais vendedores de método, são fabricantes de material hospitalar e que conseguem fazer o paciente se sentir bem por estar todo ligado nos aparelhos, sentindo que à todo tempo sai uma máquina velha e entra outra mais nova, mas o paciente nunca recebe alta.
7. De minha parte, digo: ME TIRA O TUBO!
Beijão,
Caio

www.caiofabio.net

O Caminho do díscipulo – parte 1

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Posted on 14th janeiro 2012 by Roberto in Estudo Bíblico |Vídeos

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Download do áudio:

http://www.4shared.com/audio/q5Zg0oRL/Caio_Fbio_-_O_Caminho_do_Discp.html

Comentário de Cláudia Arantes:

algumas “impressões pra pensar”, como disse o Caio:

1) quem dizemos que Jesus é? Podemos dizer, como Pedro, que Ele é o Cristo, o Filho do Deus Vivo? Mais ainda, podemos dizer isso e ter chegado a essa conclusão porque tivemos a revelação e o discernimento vindo do próprio Pai e não por cogitação humana?

2) ser discípulo de Jesus é algo que começa com invasão do sobrenatural na vida da gente…[nada, tudo o mais] não é possível sem Jesus. Jesus é tudo!…quando o médico diz: “você está com câncer”, a fé acaba… ou: “seu filho está com Aids”, questionamos “por que o meu filho?”…;

3) Pedro também disse em outra passagem: “Para onde/quem iremos? Só Tu tens as palavras…”. O discipulado só começa quando dentro de mim se instala o “Só Tu” em relação a Jesus e nada mais…aí o discipulado está plantado em nós…começa com a confissão de quem Ele É e vai se concluindo todo dia..contra todos os dissabores, contra tudo que não entendemos de imediato, mas a gente segue dizendo: “Só Tu”. O caminho do discípulo começa quando essa revelação explode em nós; 4)  do que a gente é discípulo?…de crenças, de doutrinas? …Discipulado também não começa enquanto eu deixar que a voz “dos outros” não cesse de me perturbar…enquanto o que os outros pensam me perturbar, eu não recebi a luz final…é a realidade final já no começo, pois já está definido: “Tu És…”, o resto é processo.

Nosso desejo e esperança é que esse discipulado, como revelação pra cada um do “Só Tu” em relação a Jesus, já tenha se instalado e começado em nós! Só assim há alguma possibilidade de desenvolveremos a “fé para viver” e “fé para morrer”.

Aos que querem ensinar a Palavra

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Posted on 16th outubro 2011 by Roberto in Uncategorized

Jesus
Creative Commons License photo credit: WarmSleepy

De quem é a responsabilidade pelo erro coletivo entre os que confessam o Nome?…

É claro que o povo é responsável também, mas, na Bíblia, a maior responsabilidade é de quem não é povo, como o rei, o sacerdote ou o falso profeta…

Na Bíblia os verdadeiros profetas não poupam o povo, mas o tratam como um menino tolo e enganável…

Oséias diz que assim como é o povo é o profeta, e assim como é o profeta é o povo…

No entanto, é o profeta que diz: “Eu tenho a Palavra do Senhor!…” — o povo apenas diz: “Conta-nos então…”; e, frequentemente, ouve sem saber discernir a mão direita da esquerda…

Por isto o povo sofre… Sim, em razão de seus profetas vendidos, sacerdotes gordos de conforto e reis corruptos e luxurientos…

Nos evangelhos vemos o amor e a compaixão de Jesus pela gente do povo, chamando-os de ovelhas sem pastor…

Assim Ele diz que quem sabia pouco e errou conforme o que sabia, esse levará “poucos açoites”, mas o que sabia muito e não curou os seus próprios caminhos, antes deliberadamente continuou em seu erro, esse levará “muitos açoites”…

As piores advertências do Novo Testamento são feitas a quem diz que sabe…, a quem diz que vê…, a quem diz que conhece e propõe que outros façam conforme ele diz saber…

As únicas vezes que Paulo menciona nomes negativamente nas suas cartas, todas elas têm a ver com aqueles que diziam que sabiam, mas ensinavam o erro…

O mesmo se pode dizer de Pedro. Suas duas cartas lidam com os que diziam que sabiam e ensinavam errado…

Judas, o irmão do Senhor, também dedica a sua cartinha aos que diziam que sabiam e ensinavam, e, por isto, corrompiam o povo pelo engano de seus ensinamentos…

As duas últimas cartas de João se referem também aos que impediam o povo de ter acesso ao que era bom e verdadeiro…

Por último, à exceção da Carta à Igreja em Filadélfia, todas as cartas às Igrejas do Apocalipse, são textos de advertência ao “anjo”, ao mensageiro; e, além dele, aos que no grupo diziam que sabiam, e, portanto, ensinavam errado e corrompiam…

Tiago diz:

“Não nos esqueçamos irmãos que aqueles que dizem que são mestres, esses receberem muito maior juízo!”

O que pode qualificar então alguém para anunciar o que sabe?

Primeiro: saiba apenas o que está revelado… Todos os problemas acima mencionados com Paulo, Pedro, Judas, Tiago, João e outros, sempre se vincularam ao que os “mestres traziam como novidades”…

Segundo: ensine somente aquilo que você sabe que Jesus ensinou e que os apóstolos ensinaram; portanto, não invente…

Terceiro: veja quais são as implicações de suas opiniões em relação ao que já esteja revelado… Não tenha opinião que se choque com a revelação, nem ao menos de resvalo…

Quarto: creia que você se torna responsável pela mentira, pelo engano, pelo distorcimento, pela perda de rumo que seu ensino sugerir…

Quinto: saiba que sua falta de fé não deve ser sua mensagem, pois, por ela você será cobrado…

Sexto: por mais cheio de conhecimento que você seja…, ainda assim não pregue se você apenas souber sem fé… Não anuncie nada sem fé… Nem mesmo um grande conhecimento!…

Sétimo: saiba que aquele que ensina fabrica idéias e pensamentos… Portanto, veja o que você semeia na mente das pessoas… No fim você será cobrado por todas as sementes hibridas que plantou ou por todas as sementes que você anunciou como sendo de uma qualidade… , quando, de fato, eram de outra…

Leva tempo até que a Palavra seja decantada em nós…

Por isto se diz que o “neófito”, ou “recém”, o “novinho”, “o jovem imaturo”, ou o “homem empolgado”…, não devem sair pregando; antes, precisam dar tempo ao tempo, e ver que qualidade de fruto será produzido em sua própria existência…

E mais:

Se em sua casa, com os seus, você não frutifica o Evangelho, por que haveria você se pregar a outros… se você não faz o Evangelho mostrado em silencio pela sua própria vida?…

A seara é grande e os trabalhadores são poucos… Mas Jesus não mandou treinar e nem recrutar…

Não! Ele disse que se deveria pedir ao Senhor da seara para que Ele mesmo mandasse trabalhadores para a Sua seara!

Assim, melhor do que uma multidão de pastores que não sabem discernir entre a mãe direita e a esquerda… — é se ter apenas uns poucos pastores maduros, mas que façam tudo com amor e certeza em fé.

Não se apresse em levantar-se para pregar!…

Deixe que a Palavra levante você!

Quanto ao mais, apenas compartilhe o que seja o amor de Deus em você, mas não se apresse em ensinar…

Pense nisso!…

 

Nele,

 

Caio

18 de agosto de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

Creio nos quatro evangelhos e em toda a Palavra de Deus! – A Verdade e a realidade como demonstrações…

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Posted on 16th outubro 2011 by Roberto in Reflexões

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Dando seqüência ao texto O JESUS QUE EU CONHEÇO!

 

Quando digo que creio que nos Quatro Evangelhos presentes no Novo Testamento – Mateus, Marcos, Lucas e João – temos a melhor e mais divina descrição de Jesus, não me fundamento nas discussões acerca de texto e autor; discussões que acompanhei durante anos, lendo livros de técnicos alucinados pela idéia de que seria possível atestar a veracidade do texto canônico pela sua antiguidade e proximidade das fontes históricas originais; sem falar que, além disso, havia ainda toda a questão relacionada ao ceticismo das décadas de 30 e 40 nos Estados Unidos e na Europa; fenômeno esse que levou de roldão a imaginação e a alma angustiada dos crentes da lógica teológica prevalente por milênios, e que já não sabiam o que pensar ante os novos fatos da ciência, e que, por causa disso, entregaram-se à tentativa de fazer de Jesus um ente mais palatável para aqueles tempos de não-milagre.

Sim! Quando digo que creio que nos Quatro Evangelhos presentes no Novo Testamento – Mateus, Marcos, Lucas e João — temos a imagem real de Jesus, pois temos a verdade essencial de Sua pessoa em plena e simples apresentação humana despretensiosa, exceto pela fé na Encarnação do Cristo, o Filho do Deus vivo — faço tal confissão não por causa da suposição de que os sábios inspirados na confecção do chamado cânon sagrado tenham sido inspirados a fazê-lo e ponto.

Houve um tempo em que foi assim para mim. Depois me esforcei mentalmente para dar razão à minha fé. Foi quando depois de anos de estudo de natureza apologética, verifiquei que tudo não passava de luta inócua, posto que nada sobre autorias, antiguidades, proximidade das testemunhas oculares, e integridade textual de manuscritos, tivesse qualquer valor se o conteúdo dos textos não se mostrasse verdadeiro no seu encontro com a natureza humana, com a história humana, e com os prognósticos ou profecias sobre o futuro humano e universal.

Ou seja:

Discerni que os Quatro Evangelhos como narrativas acerca de Jesus, somente seriam verdadeiros se tudo o que narrassem se mostrasse verdadeiro no encontro daquelas histórias e ensinos com a realidade das coisas criadas.

Então vi que o mesmo valia para tudo, só que agora a partir de Jesus, tendo-o como Referencia Absoluta para a validação de qualquer coisa na Escritura ou no que chamamos de Realidades e de História.

Então, bem jovem, vi que os evangelhos estavam certos sobre demônios, pois os vi em ação real, e atestei o poder de Jesus sobre eles.

O mesmo aconteceu com o chamado Sermão do Monte, por exemplo. Vi nas vidas de perdão e graça de meus pais que o Sermão do Monte era verdade porque era possível.

Gandhi foi uma figura muito importante para mim na demonstração da verdade pregada nos Quatro Evangelhos.

Sim! Pois Gandhi, sem livro e sem texto, sem usar o nome de Jesus e sem fazer proselitismo de natureza alguma, viveu os princípios do Evangelho com tanta tenacidade e fé, que, por ele, o mundo teve a primeira experiência global com o poder demolidor dos ensinos de Jesus no Sermão do Monte.

O mesmo digo de tudo o mais…

A autoria de Paulo, Pedro, Lucas, Marcos, Mateus, João, Tiago, Judas, e quem quer que tenha escrito Hebreus, não se fundamenta na autoria, mas na verdade ou não do conteúdo; pois, se o conteúdo não for maior que a realidade em sua proposição, e inescapável na sua analise e diagnostico do mundo real e porvir [profético], então, poder-se-ia encontrar meleca de Mateus no texto original, com prova de DNA, que nem assim para mim seria verdade, sendo apenas arqueologicamente verdadeiro quanto a autoria.

O que torna o Evangelho verdade histórica é a própria história como testemunho da verdade do Evangelho, para o bem e para o mal.

Por exemplo, não importa se quem escreveu o Apocalipse foi o João Apóstolo de Jesus ou um certo João de Pátmos. O que importa é que hoje até a ciência se ocupa do Apocalipse pela inegabilidade de suas predições sobre o mundo e seus sistemas, sobre os fenômenos ecológicos e climáticos que o livro descreve, pelas forças globais de poder, pela crescente capacidade de controle universal, pela coisificaçao do homem chegando ao nível da possibilidade de que o homem vire quase um robô e os robôs se tornem humanóides de laboratório [estatuas falantes], até ao ponto de que o próprio homem se assentará no trono de Deus, como abominável da desolação, intervindo em todas as áreas possíveis do saber, exercendo o arbítrio de mudar o homem, as criaturas e a natureza das coisas; isso indo da inteligência artificial, passando pela revolução bio-tecnológica [manipulando de todos os modos o DNA, para o bem e para o mal impensável], e, sobretudo, pela necessidade que toda a humanidade terá de se vincular pelo conforto, pelo comercio e pela comodidade, a um Poder Central que saberá de tudo e de todos, e, por fim, a tudo controlará.

Assim, que razão em saber quem é o autor do Apocalipse?

O mesmo posso dizer, por exemplo, sobre as questões supostamente tão importantes da autoria do Gênesis ou mesmo acerca de sua literalidade ou não.

Ora, nada disso é importante. De fato o que importa é que o cenário do Gênesis é tão real e verdadeiro que se repete todos os dias diante dos nossos olhos.

Vejo a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, a Serpente, os humanos, a Árvore da Vida, o um dia Jardim; e vejo que nada mudou, exceto pelo fato de que tudo se repete cada vez mais pioradamente, sem jamais deixar de se repetir.

Portanto, o que é importante: Quem escreveu o Gênesis ou qual seja o seu estilo literário ou se o que ele diz é verdade na realidade das coisas?

Acabo de ver em companhia da Adriana uma série de três horas no History Channel chamada “Visões do Futuro”.

Ora, as tais visões do futuro são tão assombrosamente apocalípticas e genesisticas em tudo o que afirmam como futuro, de um lado, e como origem do desejo de comer do fruto mais alto a qualquer preço, de outro lado — que, sinceramente, toda a questão acadêmica acerca do Apocalipse ou do Gênesis se torna insignificante ou mesmo blasfema, em razão de seu interesse por espinha no rosto quando se está ante o Incêndio do Mundo.

Alguns judeus indagavam Jesus acerca de que sinais Ele apresentava a fim de demonstrar a verdade da autoria de Suas declarações. Jesus, entretanto, perguntou se eles, os indagantes, cerzidores de roupa mortuária, não sabiam ler os sinais do tempo, como, por exemplo, os sinais de chuva à vista ou de grande calor chegando.

Assim, o que Jesus dizia também era que a Verdade da Palavra tem que ser vista na Realidade da Existência, para o bem e para o mal.

Ora, é porque vejo que o que a Palavra diz é verdade nos intestinos da realidade, para o bem e para o mal, que sei que o que os Quatro Evangelhos dizem acerca de Jesus é verdade; pois, se não fosse, não teria a pertinência de espada de dois gumes que possui e com a qual fere a realidade e as nações, conforme a profecia — ou seja: com o cetro de Sua Boca.

E mais: tudo na existência que carregue a mesma pertinência de analise inescapável da realidade, será verdade; pois, a verdade não é um livro, é apenas Verdade.

Quanto mais a História cresce, mais vejo que a Bíblia é a verdade da analise da condição humana; e mais vejo que nela, o Novo Testamento é o remédio desprezado e que poderia salvar o mundo, na mesma medida em que pela sua rejeição os mesmos homens que dizem crer no “Jesus do Cristianismo”, são as que hoje destroem o mundo.

Assim, não apenas a humanidade, tanto em sua condição e natureza, quanto também em sua realidade e perspectiva histórica, e dentro dela o próprio Cristianismo — me provam por antítese todos os dias que a Palavra de Jesus é a Verdade; e que, portanto, o Jesus apresentando nos Quatro Evangelhos e no Novo Testamento, corresponde ao Jesus em cujo ombro João reclinou a cabeça e perguntou: “Senhor, quem é o traidor?”

 

Nele, em Quem se fica sabendo que se for Verdade libertará sempre, ainda que assuste os que estão ainda na luta de crerem ou não,

 

Caio

21 de março de 2009

Lago Norte

Brasília

DF